O Itaú Cultural divulgou nesta sexta-feira (23/10) os selecionados do concurso Rumos Jornalismo Cultural 2009-2010, e entre os doze universitários selecionados está a estudante do curso de Comunicação Social - Jornalismo Elinara Barros, da Universidade Federal do Piauí. Elinara ganhou na categoria Web-reportagem, através do blog Seu Agenor e conservação do folclore piauiense.
Ao todo, ganharam o prêmio em diversas categorias doze estudantes de graduação e oito professores de Comunicação Social, entre 285 inscrições de 125 faculdades de todo o Brasil. Entre as peculiaridades da edição 2009-2010 do Rumos Jornalismo Cultural está a faixa etária dos selecionados, que diminuiu em relação à edição anterior.
"Ganhar esse prêmio está representando muito na minha vida, principalmente, pelo fato de ser um concurso nacional e pela importância da instituição, que é conceituada em todo o país. É poder perceber que esses anos na universidade não foram em vão e que apesar de todas as dificuldades a gente ainda consegue lutar para conquistar nossos objetivos", afirmou Elinara Barros. "Ver meu nome naquela lista foi muito bom! Incrível!", admitiu a estudante de Comunicação Social.
A aluna agradece à disciplina Webjornalismo, que cursou na UFPI, e a um dos professores da instituição. "Sem dúvida, a experiência que tive durante a disciplina de webjornalismo foi importantíssima para a realização do trabalho que enviei ao concurso. Os ensinamentos do professor Orlando Berti foram cruciais. As dicas, broncas e elogios, que estavam sempre presentes nas aulas dele, foram de suma importância. Alimentar durante um semestre o http://jornalight.blogspot.com/ foi muito bom, muito proveitoso. Foi a partir do trabalho que realizei no blog da disciplina de webjornalismo que pude ter uma noção maior de como realizar o trabalho inscrito no concurso", disse Elinara.
Para a estudante de Jornalismo, participar desses concursos é importante para obter mais experiência, perceber o que está sendo produzido no Piauí e em outros estados. Ela explica que colocar em prática o que é visto na teoria é outro ponto que esse tipo de concurso oferece e que é muito interessante poder mostrar o Piauí.
O trabalho premiado foi sobre uma personagem piauiense, Seu Agenor, e o trabalho que ele realiza nos bairros Risoleta Neves, Real Copagre e Buenos Aires, zona Norte de Teresina. "Simplesmente adorei entrevistá-lo. É incrível a paixão dele pelos ensinamentos de pífano, de teoria música e formação das crianças e adolescentes na música. Fica mais fácil fazer algo que você sente prazer. Acho que esse foi o diferencial do meu trabalho", acrescentou a graduanda.
Entre outros benefícios, os estudantes selecionados terão participação exclusiva no Laboratório On-Line de Jornalismo Cultural em 2010, com bolsa mensal e orientação de um editor de cultura, com o objetivo de realizar uma matéria especial na categoria em que inscreveu a reportagem selecionada, para ser publicada na revista multimídia ":singular". Além disso, os estudantes e as bibliotecas das respectivas faculdades receberão livros sobre jornalismo e cultura.
Edição e Reportagem: Tamires Coelho tamirescoelho@hotmail.comRead More »»
Estou divulgando o resultado do Itaú Cultural. Confesso que estou muito feliz por ser uma das selecionadas. Sem dúvidas, eu devo essa vitória, também, a esse blog e à disciplina de webjornalismo. Obrigada a todos que torcem por mim.
Elinara Barros
Doze universitários e oito professores de Comunicação Social compõem o novo grupo de selecionados no Rumos Jornalismo Cultural, que recebeu 285 inscrições
de 125 faculdades de todo o país
O Itaú Cultural divulga nesta sexta-feira, dia 23 de outubro, por meio de seu site (www.itaucultural.org.br) os contemplados na edição 2009-2010 do Rumos Jornalismo Cultural. Foram selecionadas 12 reportagens na carteira Estudante - entre as categorias Mídia Impressa, Mídia Audiovisual, Mídia Sonora e Web-reportagem – e oito textos na carteira Professor. A terceira edição do programa recebeu 285 inscrições – contra 238 da edição anterior, 2007-2008, de 125 faculdades de 91 cidades. A seleção em ambas as carteiras se deu por comissões autônomas, formadas por especialistas na área e pelo gestor do programa, o jornalista Claudiney Ferreira, representando o Itaú Cultural.
Nesta edição do Rumos Jornalismo Cultural, somente Amapá e Rondônia não enviaram inscrições. Dos 25 estados representados, 10 tiveram contemplados: Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Rio de Janeiro foi o estado com o maior número de contemplados – quatro –, seguido por Rio Grande do Sul e São Paulo, com três, cada; Bahia, Maranhão e Paraíba, com dois; e Mato Grosso do Sul, Minas, Piauí e Santa Catarina, com um.
Entre as peculiaridades da edição 2009-2010 do Rumos Jornalismo Cultural está a faixa etária dos selecionados, que diminuiu em relação à edição anterior (tanto na carteira Estudante, quanto na Professor): neste ano, os estudantes selecionados têm em 19 e 23 anos, enquanto os de 2007 tinham idades entre 19 e 27; já os professores desta edição têm entre 29 e 47 anos, e os de dois anos atrás tinham entre 28 e 57. Outra particularidade deste ano é a presença pela terceira vez consecutiva de selecionados da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) na carteira Estudante – a universidade foi a única a ter contemplados em todas as edições do programa. Já a Universidade Federal da Paraíba foi a única desta edição a ter aluno e professor selecionados, depois de ter um professor selecionado em 2007; as universidades federais de Santa Catarina (UFSC), Mato Grosso do Sul (UFMS), Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual Paulista (UNESP) tiveram alunos contemplados pela segunda vez consecutiva, enquanto o Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) comparece com um professor, como na edição passada.
Selecionados Rumos Jornalismo Cultural 2009-2010:
CARTEIRA ESTUDANTE
CATEGORIA MÍDIA IMPRESSA
Emerson Cunha (UFPB - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa/PB), 20 anos, é amante das objetivas e do realismo fantástico. Estagiou no jornal O Norte, é membro do Clube do Conto da Paraíba, participa do Coletivo de Estudantes COMJunto, na UFPB, e do Projeto Cinestésico, onde realiza pesquisas sobre a produção audiovisual paraibana. Selecionado pela reportagem “Era a luz que escrevia naqueles papeis”.
Eron Rezende (UFBA - Universidade Federal da Bahia, Salvador/BA), 20 anos, chegou a cursar Letras, mas logo descobriu o Jornalismo. Colaborou para a Revista Rabisco e foi um dos organizadores do Festival CUCO, o primeiro festival brasileiro de cinema totalmente on-line. Integra a equipe do Laboratório de Fotografia da UFBA e escreve no blog Mallarmé with Scissors. Selecionado pela reportagem Da Guerra Fria ao Hype.
Jessé Torres (UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina - Florianópolis/SC), 19 anos, foi estagiário na 8ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis e em um portal de notícias on-line. Interessa-se por jornalismo cultural na web, redes sociais, fotografia e vídeo. Selecionado pela reportagem Polaroid, a Fênix da fotografia.
Giovana Penatti (Unesp - Universidade Estadual Paulista, Bauru/SP), 19 anos, foi repórter de cultura do NJ Notícias (webrádio Unesp Virtual), da revista virtual Livrevista e do site Webciência. Participa do programa Pira21 (rádio Educativa FM), é colunista de moda na revista virtual Tribos Brasil e faz treinamento como âncora de telejornal. Reside em Piracicaba/SP. Selecionada pela reportagem O que é que o caipira tem?
Letícia Queiroz (UFF - Universidade Federal Fluminense, Niteroi/RJ), 20 anos, nasceu e cresceu no subúrbio carioca de Madureira. Ao ingressar na faculdade, mudou-se para Niterói. É cinéfila e acredita que o único meio de mudar uma dura realidade seja por meio da arte. Selecionada pela reportagem Cultura no subúrbio do Rio de Janeiro.
Rafael Pereira (UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro/RJ), 19 anos, é um jovem pós-moderno que só se acha no Rio de Janeiro. Adora cinema, literatura, filosofia, teatro, internet, festas, corrida, natação, ciclismo e praia. Trabalha numa ONG e é bolsista de iniciação cientificado CNPQ. Selecionado pela reportagem Por uma mecânica quântica.
CATEGORIA MÍDIA AUDIOVISUAL
Andréa Barros (UFMA - Universidade Federal do Maranhão, São Luís/MA), 20 anos, estagia há oito meses na Assessoria de Comunicação da UFMA. É, acima de tudo, uma amante da cultura maranhense. Selecionada pela reportagem Nas costas da minha mão.
Luana Lazarini Loureiro (Univap - Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos/SP), 19 anos, estagiou no ITA - Instituto Tecnológico de Aeronáutica como publicitária e assessora. Foi, também, videorreporter do programa Fiz+Sotaques, no FizTv. Atualmente é repórter e editora de arte da revista eletrônica OLHE!, da Univap e Assessora de Imprensa na Santa Casa. Selecionada pela reportagem Divulgação de Audiovisual em São José dos Campos.
CATEGORIA MIDIA SONORA
Beatriz Deruiz (UFMA - Universidade Federal do Maranhão, São Luís/MA), 20 anos, estagia na Rádio Universidade FM e trabalha como produtora na Guilherme Frota. Em 2008 escreveu duas biografias para a revista Memórias Biográficas que é vendida anualmente no Congresso de Jornalistas e Radialistas do Maranhão. Selecionada pela reportagem Tambor de Crioula, ritmo da terra.
Karina Costa (UFBA - Universidade Federal da Bahia, Salvador/BA), 23 anos, é repórter da Assessoria de Comunicação da UNEB (Universidade do Estado da Bahia). Foi monitora de fotografia no Laboratório de Fotografia na Faculdade de Comunicação da UFBA. Publica reportagens em jornais e livros e edita vídeo - documentários. Reside em Simões Filho/BA. Selecionada pela reportagem Farinhada.
CATEGORIA WEB-REPORTAGEM
Elinara Barros(UFPI - Universidade Federal do Piauí, Teresina/PI), 21 anos, participa como ouvinte do Núcleo de Pesquisa em Jornalismo e Comunicação da UFPI. Em 2009 participou do INTERCOM Nordeste, sediado na universidade e, no ano anterior, da Semana de Comunicação da UFPI e da II Semana de Comunicação do CEUT. Selecionada pelo blog Seu Agenor e conservação do folclore piauiense.
Laryssa Caetano (UFMS - Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campo Grande/MS), 22 anos, trabalhou com pesquisas em ciberjornalismo, colaborou para a UNESCO na América Latina, foi monitora de Teoria da Comunicação e estagia em TV na área rural. Atualmente trabalha com o tema 'qualidade de conteúdo televisivo' com a Universidade Autônoma de Barcelona e ensaia estudos em folkcomunicação. Selecionada pelo blog Lendas e folclore da cultura pantaneira.
Comissão de Seleção - Carteira Estudante
Antonio Achilis Alves da Silva é jornalista com pós-graduação em Gestão Estratégica da Informação. Atuou em diversos órgãos da imprensa, além de ter dado aula de jornalismo na PUC-MG e na UniBH na capital mineira. Acaba de se afastar da presidência da Rede Minas e da ABEPEC (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais), para desenvolver projetos na área de formação profissional na TV digital.
Everton Constant é jornalista do portal Terra (parceiro do Rumos Jornalismo Cultural),responsável pelo gerenciamento do serviço de Conteúdo e Operação de internet TV do Terra na América Latina. Tem passagens pelas Redes Bandeirantes, Record, Globo e Manchete, além do jornal Gazeta Mercantil . Foi professor dos cursos de jornalismo da Senac e Faculdade Casper Libero, em São Paulo/SP..
José Castello é jornalista e escritor. Carioca radicado em Curitiba, é colunista do Prosa & Verso, de O Globo. Colaborador do Valor Econômico, das revistas Bravo! e Época e do mensário Rascunho. Autor de vários livros, entre eles João Cabral: O Homem Sem Alma/Diário de Tudo (2006), Inventário das Sombras (1999), Vinicius: O Poeta da Paixão (1993), e A Literatura na Poltrona/Jornalismo Literário em Tempos Instáveis (2007).
Marialva Barbosa é professora de comunicação na UFF - Universidade Federal Fluminense, em Niterói/RJ. Mestre e Doutora em História pela UFF, e pós-doutora em Comunicação pelo LAIOS-CNRS, Paris, França. É também Diretora Científica da INTERCOM (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, parceira do Rumos Jornalismo Cultural) e Presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia - ALCAR. Autora do livro História Cultural da Imprensa - Brasil 1900-2000.
Claudiney Ferreira é jornalista, gestor do Núcleo Diálogos do Itaú Cultural, responsável pelo Rumos Jornalismo Cultural.
CARTEIRA PROFESSOR
Aline Strelow (UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS), 29 anos, possui graduação em Jornalismo pela PUC-RS, mestrado e doutorado em Comunicação Social pela mesma instituição. É pesquisadora de comunicação e jornalismo, com ênfase nos seguintes temas: jornalismo especializado, comunicação e cultura, metodologias de pesquisa em comunicação e jornalismo, teorias da comunicação e do jornalismo, história da comunicação e jornalismo e literatura. Selecionada pelo texto Jornalismo Cultural: uma proposta para a formatação da disciplina.
Ana Gruszynski (UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS), 43 anos, é jornalista, designer gráfica e ilustradora. É doutora em comunicação e desenvolve pesquisas na área design, produção editorial, imagem e tecnologia. Faz parte do corpo docente da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da UFRGS e é pesquisadora do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq). Selecionada pelo texto Entre palavras, imagens e diagramas: o lugar do design na formação do jornalista cultural.
Bernardete Toneto (Unicid – Universidade Cidade de S.Paulo, São Paulo/SP), 47 anos, é professora e jornalista, com trabalhos em revistas, diários, semanários, rádio e televisão. Autora de livros com temáticas sociais para crianças e adolescentes. Mestre em Comunicação e Cultura, pelo Programa de Pós-graduação em Integração da América Latina, pela Universidade de São Paulo (USP) e membro do Centro de Estudos Latino-americano de Comunicação e Cultura (Celacc). Selecionada pelo texto “Formação em cultura para jornalistas no cenário da mídia radical e da pedagogia por projetos”.
Leonardo Cunha (UniBH - Centro Universitário de Belo Horizonte/MG), 43 anos, é doutorando em Cinema (UFMG). Mestre em Ciência da Informação (UFMG), graduou-se em Jornalismo e em Publicidade (PUC-MG). Professor do UNI-BH desde 1997, no curso de Jornalismo e na pós em Comunicação e Cultura. Professor da PUC-MG, na pós em Produção e Crítica Cultural. Autor de mais de 40 livros, de literatura infantil e juvenil e de crônicas. Selecionado pelo texto A crítica na grande imprensa: entre o óbvio e as altas aspirações.
Sandra Machado (Universidade Veiga de Almeida, Rio de Janeiro/RJ), 45 anos, é escritora e mestre em Comunicação & Cultura pela UFRJ. Foi repórter e produtora na revista Manchete, jornal Extra, TV Globo, site do Shoptime e na rádio SFB4 em Berlim, Alemanha. Publicou o livro de contos Berlim, 40 Graus, em 1999. Mantém o blog Quase Sociopata - www.influxo.org/quasesociopata. Selecionada pelo texto Beco dos Garranchos, uma experiência literário-jornalística.
Soraya Venegas (Unesa - Universidade Estácio de Sá, Niteroi/RJ), 45 anos, é doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Coordena o curso de Jornalismo da Unesa, onde orienta monografias, atua como docente na área de fotografia e, na pós-graduação em Jornalismo Cultural, ministra a disciplina Teoria da Imagem e ainda supervisiona produtos laboratoriais em mídia impressa, rádio e TV. É tutora da FGV Online e desenvolve pesquisa de pós-doutorado no PPGCom-UFF. Selecionada pelo texto Em tempos de cultura de imagem, imagem é cultura: reflexões sobre o uso da teoria da imagem na pós-graduação em jornalismo cultural.
Thiago Soares (UFPB - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa/PB), 32 anos, é jornalista, editor de suplementos da Folha de Pernambuco, doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA) e mestre em Teoria da Literatura (UFPE). Professor adjunto do Departamento de Comunicação e Turismo da UFPB, é autor do livro Videoclipe - O Elogio da Desarmonia (2004). Pesquisa assuntos ligados à produção audiovisual, jornalismo e fotografia. Reside em Jaboatão dos Guararapes (PE). Selecionado pelo texto Jornalismo Cultural em tempos de cultura liquida.
Vitor Necchi (PUC-RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS), 39 anos, é Mestre em Comunicação Social (PUCRS) e jornalista (UFRGS). Leciona disciplinas relacionadas a mídia impressa, texto jornalístico, jornalismo literário e jornalismo cultural. É editor da revista Norte. Já foi repórter, chefe de reportagem e editor assistente do jornal Zero Hora, atuando nas editorias Geral, Segundo Caderno e Pesquisa. Selecionado pelo texto Jornalismo Cultural e a Formação Universitária.
Comissão de Seleção – Carteira Professor
Marcos Palacios é jornalista e doutor em Sociologia pela Universidade de Liverpool. Atualmente é professor do curso de Comunicação Social na UFBA – Universidade Federal da Bahia, em Salvador. Criador, juntamente com o Prof. Elias Machado, do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Online (GJOL), um dos grupos pioneiros no estudo do ciberjornalismo no Brasl (1998).
Mirna Tonus é jornalista e professora no curso de Comunicação Social da UFU - Universidade Federal de Uberlândia (MG), Mestre em Educação e Doutora em Multimeios. É ainda vice-diretora Editorial e de Comunicação do FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, parceiro do Rumos Jornalismo Cultural), gestão 2008-2010.
Claudiney Ferreira é jornalista, gestor do Núcleo Diálogos do Itaú Cultural e responsável pelo Rumos Jornalismo Cultural.
Premiação
Entre outros benefícios, os estudantes selecionados terão participação exclusiva no Laboratório On-Line de Jornalismo Cultural em 2010, com bolsa mensal e orientação de um editor de cultura, com o objetivo de realizar uma matéria especial na categoria em que inscreveu a reportagem selecionada, para ser publicada na revista multimídia “:singular”como na edição passada. Além disso, os estudantes e as bibliotecas das respectivas faculdades receberão livros sobre jornalismo e cultura.
Já os professores selecionados, participarão de um Fórum Virtual com a proposta de fazer um mapeamento nacional do ensino de jornalismo on-line. A exemplo da edição passada, quando foi realizado um mapeamento do ensino de jornalismo cultural no país, a pesquisa realizada no ano que vem também será publicada em livro. E assim como os estudantes, esse grupo também receberá livros sobre jornalismo e cultura, entre outros benefícios.
Rumos
Criado em 1997, o Rumos Itaú Cultural tem como objetivo incentivar a criação artística e intelectual brasileira. O programa mapeia talentos nas diversas áreas de expressão e do conhecimento, apoia a formação dos contemplados e promove a articulação entre eles e os diversos agentes envolvidos – pesquisadores, jornalistas, formadores de opinião, curadores, artistas, técnicos. Além disso, emprega recursos para a produção e difusão de suas obras, por meio de exposições, CDs, publicações impressas e virtuais, espetáculos e outros produtos, de modo a contribuir para a reflexão sobre a realidade artística e cultural do país.
O Rumos Jornalismo Cultural, em sua terceira edição, reitera a importância de identificar um caminho para a melhor compreensão dos papeis e das funções da mídia, da academia e das instituições culturais no jornalismo cultural brasileiro. O seu foco se mantém na promoção da reflexão sobre a formação do jornalista de cultura e sobre a prática desse tipo de jornalismo na contemporaneidade.
SERVIÇO
Contemplados Rumos Itaú Cultural Jornalismo Cultural 2009-2010
Estudantes brasileiros ganharam o 1º lugar na categoria equipe (somatório de pontos de cada aluno) e trouxeram também o título de 1º lugar geral para o Brasil na Olímpíada Ibero-Americana de Química, em Havana, Cuba. O evento internacional aconteceu entre os dias 03 e 11 de outubro, na Universidade de Havana.
A delegação de cada país é composta por dois professores e quatro estudantes do Ensino Médio. Neste ano, os estudantes do Brasil foram representados por três cearenses e um paulista. Levindo José Garcia Quarto, de Fortaleza, foi o ganhador do 1º lugar geral, com a nota 93,6 (em uma pontuação máxima de 100). Participaram delegações de 13 países.
Além representante da delegação nacional, o professor de química da Universidade Federal do Piauí, Arimatéia Dantas Lopes, também constitui o júri internacional do evento, desde o ano de 1999. O comitê científico da Universidade de Havana foi responsável pela elaboração das provas, neste ano, e, em conjunto com o júri internacional, também avaliou os alunos – que são submetidos a duas provas, uma teórica e outra experimental, com duração de 5 horas cada.
Entenda o processo seletivo
Até chegar às delegações das Olimpíadas Internacionais, os alunos passam por seletivas em suas escolas e, posteriormente, participam das Olimpíadas estaduais. Após essa etapa, os melhores participam da 1ª fase Olimpíada Brasileira de Química, que, mesmo sendo uma disputa nacional, é elaborada e corrigida no Piauí. A 2ª fase nacional é elaborada no Espaço Ciência, em Recife, sendo uma prova experimental aplicada por vídeo. Os 15 melhores classificados vão para a última fase: um curso de duas semanas em uma universidade que ofereça pró-graduação em Química. Em 2008, esta terceira etapa foi realizada na UFPI e, neste ano, a Unicamp (Campinas-SP) recebeu os concorrentes. Neste curso é feita uma nova prova para que a delegação seja selecionada.
Estudantes e professores de Comunicação Social da Universidade Federal do Piauí já estão somando esforços na organização da programação especial para comemorar os 25 anos do curso na instituição. Entre os dias 10 e 13 de novembro, haverá uma série de atividades, inclusive com a participação de convidados especiais.
Cerca de 80 estudantes, estão, em conjunto com os professores do DCS (Departamento de Comunicação Social), trabalhando há algumas semanas nas divisões de tarefas e organização geral do evento que vai marcar o aniversário de 25 anos do curso na UFPI. Existe uma média de cinco a sete estudantes em cada equipe, como a de divulgação, a de premiações, a de certificados e a responsável pelo cerimonial. A equipe responsável pela organização geral é composta por cerca de 30 discentes.
Segundo a professora Muna Cerqueira, uma das responsáveis pela organização do evento, alguns convidados especiais não poderão comparecer, como o professor Alfredo Viseu, do Grupo de Pesquisa Jornalismo e Contemporaneidade (PPGCOM-UFPE), e o professor Marcius Freire (Unicamp). Ela também afirma que alguns membros do corpo docente já estão se mobilizando para suprir essas faltas, como os professores doutores Paulo Fernando e Gustavo Said, que estão acionando convidados que substituam os palestrantes que desmarcaram.
Apesar dos imprevistos, Muna Cerqueira acredita que está tudo correndo bem. "Nós estamos nos esforçando, os professores estão envolvidos e já montaram suas equipes. Já estão confirmadas as presenças do professor e jornalista do Ceará Agostinho Grósson, e do jornalista, professor e documentarista Paulo José Cunha, que tem feito um trabalho de destaque na TV Senado", concluiu.
O TCE-PI (Tribunal de Contas do Estado do Piauí) divulgou o resultado da seleção para estagiários na instituição. Entre os aprovados, os alunos da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Universidade Estadual do Piauí (UESPI) conquistaram posições de destaque. Foram disponibilizadas vagas para estudantes dos cursos de Ciências Contábeis, Ciências da Computação, Comunicação Social, Direito e Engenharia Civil. O 1º e 3º colocados na área de Ciências Contábeis e o 1º lugar em Ciências da Computação são da UFPI. Vários outros primeiros colocados são alunos da UESPI.
O Tribunal de Contas disponibilizou 11 vagas para alunos de Direito, 2 vagas para estudantes de Ciências Contábeis e 1 vaga para a área de Comunicação Social, todas elas com convocação imediata. Também foram selecionados alunos de Ciências da Computação e Engenharia Civil para o cadastro reserva. O processo seletivo ocorreu sob forma de prova escrita, aplicada no dia 04 de outubro de 2009 no CEUT (Centro de Ensino Unificado de Teresina).
Ao todo, foram 59 aprovados só da Universidade Federal do Piauí, entre eles há os que poderão ocupar os cargos imediatamente, os de cadastro reserva e os remanejáveis – em caso de desistências. Entre os cinco melhores colocados em cada área, pelo menos dois, são alunos da UFPI
A ponte do Sesquicentenário exige, para a continuidade e posterior conclusão de suas obras, a desapropriação de 95 terrenos – o que tem gerado polêmica e dor de cabeça para muitas famílias e para a prefeitura de Teresina. Situações como essa mostram até que ponto o progresso interfere na vida da população, especialmente, quando ela é de baixa renda. O Jornalight traz para você as visões de cada lado envolvido e uma contextualização da situação na qual encontra-se a obra do que será o mais novo cartão postal piauiense.
Apesar de ter aproximadamente 60% de sua estrutura pronta, ainda há muito a ser feito para que a ponte do Sesquicentenário seja concluída e possa ser usufruída pela população teresinense. Também denominada ponte João Isidoro França, a obra necessita da desapropriação de casas nas zonas Norte e Leste da capital piauiense, que serão por ela interligadas. O problema é que muitas famílias estão insatisfeitas com as medidas de desapropriação, assim como a prefeitura quer maior colaboração por parte dos moradores. No fim das contas, cada um tem sua argumentação e suas razões, só não entram em consenso.
Entre as famílias sujeitas ao processo de desapropriação, há aquelas que aceitam e se conformam, há as que oferecem resistência e há também algumas que recusam-se a falar sobre o assunto com a imprensa. Todos os entrevistados recusaram-se a ser fotografados pela equipe do Jornalight, alguns com medo de represália. Os bairros desapropriados serão Fátima, zona Leste, e Morro da Esperança, na zona Norte.
HÁ POPULARES INSATISFEITOS E OUTROS, RESISTENTES Alguns moradores, na zona Norte, se dizem desesperados por vários motivos. Segundo Daiana Oliveira de Aguiar, a desvalorização das casas é muito grande e o dinheiro que a prefeitura oferece não dá para comprar nenhum imóvel nas proximidades do bairro. “As casas por aqui, não têm casa do valor. Por exemplo, ali na casa da minha mãe, deram 31mil. Aqui pra cá, só tem casa de 40 e 50 mil e eles deram poucos dias, eles deram menos de dois meses após o pagamento. Tá todo mundo insatisfeito aqui... e eles falam que se não sair até dezembro, eles passam por cima mesmo! Eles não tão nem aí não... não vão deixar de fazer uma obra grande por causa de minoria... e eles não entram em acordo de jeito nenhum, nem aumenta, nem nada”. Ela ainda acrescentou, indignada: “O terreno que querem dar pra gente não é aqui perto, é longe, muito longe! É na Pedra Mole, na Santa Maria da Codipi... E quem tem menino que ta estudando? E quem trabalha por aqui? É complicado!”.
A insatisfação por parte de Daiana Oliveira é incontestável: “Todos estão descontentes. Ninguém quer sair daqui! Tem gente que mora aqui há 40 anos”, explica. Primeiro serão derrubadas as casas do quarteirão mais próximo à alça da ponte. Depois, será desapropriado o restante da área, por etapas. Mas, mesmo sendo algo gradativo, o processo de desapropriação está apressado, devido ao prazo de conclusão da ponte. “Eles tão botando pressão”, disse Daiana.
A prefeitura fez a proposta de acordo com o senhor Antônio Soares da Silva, pedreiro que mora ali há 25 anos, mas ele ainda não confirmou, porque não está feliz com a proposta. Ele explicou que não é que ele ache que o terreno valha mais, mas é uma questão do valor agregado ao imóvel, pelas facilidades de sua localização: “Não é que valia mais, é porque a gente não vai achar outro lugar nesse preço que eles tão dando. A gente vai ficar quase sem dinheiro e no meio da rua! O terreno não vale, mas o negócio é que eles vão me tirar daqui, aí com o dinheiro que vão me dar não dá pra achar outra casa aqui perto, onde eu moro”. Avaliaram a pequena casa de seu Antônio Soares em 15 mil reais. Lá, moram cinco pessoas.
O pedreiro preferia que dessem outra casa na redondeza ou que aumentassem o valor do dinheiro: “Tem que sair daqui pra ir pra longe...Se eu for pra Santa Maria da Codipi, fica ruim! Eles não pediram antes, e agora, tão com pressa. Depois que eles pagam, a pessoa só tem 45 dias pra se virar. Se não sair até dezembro, eles passam por cima!”, disse Antônio da Silva.
“Dinheiro é melhor pra eles pagarem a gente, porque a gente compra a casa do jeito que a gente quer e aonde a gente quer, mas a gente vai procurar casa, aí é outro preço... aí eles falam pra procurar em outro lugar mais barato [...] A prefeitura não paga aluguel pra gente. Eles dizem que pagam, mas eles não pagam. Sai do nosso bolso!”, denunciou Lúcia Maria Oliveira, esposa de seu Antônio Soares.
Ainda segundo Lúcia Maria, haverá uma quebra entre os laços afetivos constituídos entre os vizinhos, que terão que morar distantes uns dos outros. Para ela, assim como para muitos outros moradores, é mais importante ficar em sua casa do que ver a ponte concluída. Lúcia explicou que ali, na região onde mora, no Morro da Esperança, três casas já estão desocupadas desde o avanço das obras da ponte, há cerca de quatro anos.
Os moradores do bairro Morro da Esperança reclamam que não acham casa por ali para comprar com o dinheiro que a prefeitura oferece, e que estariam avaliando por baixo. Mas nem tudo é reclamação, pois, apesar de as obras não pararem, nem mesmo à noite, não há barulho e poeira a ponto de incomodar os moradores das proximidades. Esse é um fator que pode ser constatado com todos os outros moradores, conformados ou não com a saída de suas casas.
UM DEPOIMENTO DESESPERADO Confira um desabafo da moradora Daiana Aguiar: “A gente vai sair da nossa casa pra ir pra um lugar ruim? A minha mãe mesmo chora dia e noite, não dorme de noite pensando... Com medo de ir pra outro lugar e não se adaptar. A minha mãe, Ave Maria, é um desespero: não dorme de noite, não sabe mais nem o que faz!
Aqui tem muita gente idoso, pelos tempos... tem o médico deles que é aqui perto, tem o mercado do Mafuá perto. Meu pai quer morar aqui perto, porque meu tio mora do outro lado da rua e ele não quer morar longe, mas ele não acha. Casa que ele acha sai de 40...50 (mil reais), e ele vai falar pro homem, o homem diz que não, que ele vá procurar outro lugar, que não pode aumentar! (O homem a quem ela se refere é o secretário de Planejamento de Teresina, Augusto Basílio) Ele dá pressão pra gente procurar outro (lugar), pra gente sair logo! Ele não aumenta, não entra em acordo com a gente e bota pressão direto pra gente sair. E a gente quer sair e aproveitar alguma coisa da casa, e a gente fica nessa coisa: não sabe se vai ou se fica...
Minha mãe achou uma casa ali, mas a casa já tava toda derrubada, toda cheia de rachadura, teria que reformar de novo, teria que gastar muito mais. Aí, ele disse que ia dar o material e o dinheiro. Mas minhas mãe não aceitou não, vai ter que gastar o dinheiro da casa já, pra pagar aluguel!
Tem tanta ponte já... vai facilitar pro trânsito, pra eles, mas a gente vai ficar no prejuízo, pés gente vai ser ruim... melhora pros grandes, piora pros menores, né?! Além da nossa casa valer pouco, vai morar longe e ficar no prejuízo. Eles não! Vão ter tudo, ao redor aqui vai ficar muito valorizado”. Tem muita gente que não quer vender por saber da valorização do terreno com a construção da ponte e porque acham que a prefeitura quer pagar muito pouco diante do que aquilo vai valer.
A gente não fechou acordo ainda por causa disso, porque a gente não achou casa ainda nesse valor e está querendo pelo menos aumentar o valor mais. Quem que acha casa de 15 mil aqui? Todo lugar que você for, vai encontrar reclamação!”.
SUPOSTAS AMEAÇAS TERIAM SIDO FEITAS Daiana Oliveira também mencionou supostas ameaças que teriam sido feitas por pessoas da prefeitura, na tentativa de forçar aquelas pessoas a deixarem suas residências sem resistência. “Ele (Augusto Basílio) disse que não queria imprensa nisso, mas é o seguinte: se a gente não falar, ficar de boca fechada, a gente vai ser prejudicado! Ele disse que era bom a gente não chamar a imprensa, não fazer confusão porque vai ser pior pra gente, porque a gente ia acabar longe, a prefeitura ia dar a casa e não ia dar o dinheiro. Era pra não fazer tumulto, não fazer abaixo assinado, essas coisas, porque ia prejudicar mais a gente, porque ia ser pior”. Ela explicou que muita gente vendeu as casas por ameaças, muita gente ficou com medo, “porque se mandar pra Justiça a gente perde tudo e fica pior, a gente fica sem eira nem beira!”.
A esposa de Antônio Soares, Lúcia Maria Oliveira, informou que muitas pessoas entraram em acordo com a prefeitura por conta das ameaças. Alguns estariam conformados, outros estariam com medo e outros ainda, preocupados em perder o que a prefeitura estava oferecendo nas casas, baixando ainda mais o preço da oferta inicial.
NEM TODOS RECLAMAM, HÁ TAMBÉM OS SATISFEITOS Ana Cláudia Ferreira, moradora mais recente do Morro da Esperança – está lá há apenas alguns meses – é uma das satisfeitas com a proposta da prefeitura. A humilde casa de taipa na qual mora era de sua mãe, já falecida. A prefeitura está oferecendo R$ 7.500 em sua casa e Ana Cláudia diz ter consciência de que o imóvel no qual habita não vale muito, por ser de “pau-a-pique”. Além de arranjar outro lugar para morar, ela vai ter que morar de aluguel, porque o dinheiro da venda da casa será dividido entre os irmãos.
“Tem gente aqui que ta contente, tem outros que não ta (sic)”, afirma. De acordo com Ana Cláudia, alguns vizinhos há casas avaliadas em até R$ 70 mil naquela região, há também casas que ficarão apenas sem alguns compartimentos, e a prefeitura está buscando acordo com todos. Para ela, é melhor receber o dinheiro em vez de casas, mas há resistência na vizinhança por conta do valor que querem pagar.
“Realmente ela (a ponte) vai melhorar muito”, admite Ana Cláudia Ferreira, que defende o secretário municipal de Planejamento, Augusto Basílio, porque, na sua opinião, ele tentou fazer um acordo pacífico, atendendo bem todas as pessoas e negociando.
Ana já fechou negócio com a prefeitura que, inicialmente iria pagar R$ 6.400 pela casa, mas aumentou o valor posteriormente. A casa foi colocada no nome dela, mas garante que a mãe dela, antes de morrer, já havia entregue a papelada à prefeitura, na fase inicial da obra.
A VERSÃO “OFICIAL” DA SITUAÇÃO Quando conversamos com alguém envolvido com o processo de construção da ponte, inicialmente, o discurso mais ouvido é: “Não há nenhum tipo de resistência!”. Mas todos sabem que, em uma obra da magnitude da Ponte Sesquicentenário, que envolve tantos processos de desapropriação, seria impossível não haver qualquer tipo de resistência. Talvez a quantidade de resistentes não seja maior porque, segundo o superintendente da SDUCN (Superintendência de Desenvolvimento Urbano da região Centro-Norte), Marco Antonio Ayres, nem todas as famílias serão afastadas da área: “Metade sai e a outra metade fica, porque vai só remanejar para trás”.
Em ocasião da visita do governador Wellington Dias e do prefeito Sílvio Mendes, entre outras autoridades, às obras da ponte, o superintendente disse: “Aquilo que depende dos outros, como desapropriação, às vezes, vai ter alguém que queira discutir preço, pode dar uma atrasada... Não aconteceu ainda. Um questionamento radical de preço, por exemplo, a prefeitura oferecer 10 e o cara pedir 1.000, não existe isso! As contas são muito perto uma da outra,em problema. O povo entende, tanto o povo da cidade como os moradores que vão ter seus imóveis atingidos pelo aterro da ponte, eles entendem o seguinte: o interesse público é uma coisa que ta acima de qualquer interesse. A ponte é uma obra necessária, é um clamor da cidade... todo mundo reclama... do mais humilde ao mais abastado. Então, a gente entende que o lado psicológico, na hora da conversação, pesa muito, que é esse aspecto da ponte estar sendo praticamente concluída e vai ter que passar carro por cima!”.
A situação perceptível, porém, constitui uma realidade muito distante do discurso do superintendente. Para muitas famílias que serão desapropriadas, é muito melhor continuar no seu cantinho, sem construção de ponte ou qualquer outra obra para o “desenvolvimento” de Teresina. E as contradições não param por aí: a versão oficial da prefeitura também consiste no pagamento de eventuais aluguéis, fato que já mostramos ser negado por moradores. “Do lado de lá (zona Norte), que é o pessoal mais modesto, eles têm dificuldades. Às vezes, a casa é alugada e a prefeitura dá uma solução de casa pra ele ou paga aluguel enquanto ele recebe a casa do programa do governo federal ‘Minha Casa Minha Vida’, afirma Marco Antonio, que não considera em suas explanações a vontade ou não daquele grupo de pessoas de se deslocar para bairros distantes – onde estão sendo construídas as habitações do programa federal. Os gastos em desapropriação estão orçados em nada menos que R$ 5,5 bilhões.
“A obra tem que ser avançada, tem que ser concluída pra que a gente faça os acessos. Próximo à avenida Raul Lopes, nós já temos zonas liberadas. Nós temos, aproximadamente, no tronco da avenida, no eixo da ponte, 150 metros de pista livre já e temos 200 metros de alça pra fazer terraplanagem”, conclui o superintendente da SDUCN.
AS “RAZÕES” DA PREFEITURA Nenhuma história é feita por apenas um dos lados e a prefeitura tem suas razões plausíveis para não ceder às propostas de pagamento que os resistentes querem. Quando entrevistamos o secretário de Planejamento da prefeitura de Teresina, Augusto Basílio, ele falou, que “a princípio, não está tendo resistência, as pessoas estão conscientes da importância da ponte” porque a credibilidade do prefeito Sílvio Mendes estaria ajudando no processo de desapropriação. Quando mencionamos casos isolados, porém, ele passou a explicar o que de fato está acontecendo, sob sua visão de gestor, obviamente.
“Tem casa lá que é uma choupana! Como é que eu vou avaliar uma casa por 11 mil e o cara quer 50? Como é que eu vou justificar para o Tribunal de Contas uma casa que vale 11 e eu pagar 50 mil? Então, o que é que eu to fazendo: nós estamos oferecendo o conjunto habitacional Leonel Brizola, lá no Monte Verde, perto da Santa Maria da Codipi. Eu sei que não tão querendo... mas nós estamos dando opção! Nós estamos oferecendo pra eles irem morar lá”, justificou-se.
Até o discurso inicial começou a mudar de figura, e os insatisfeitos foram mencionados: “Descontentes tem, mas o que é que eu to oferecendo: são casas pequenas e eu ofereço que ele, com o dinheiro, compre o terreno que eu dou o material pra fazer uma casa. Eu pago seis meses de aluguel. Quem tiver que sair, que pago seis meses de aluguel enquanto faz a casa, permito que ele tire o que ele puder de material, de tal forma que a gente não ta simplesmente tirando o cara e botando pra fora não!”.
VARIAÇÕES EM RELAÇÃO À VALORIZAÇÃO DOS TERRENOS Ao questionarmos as diferenças bruscas quanto à valorização dos imóveis, a explicação que o Augusto Basílio deu baseia-se no fato de os terrenos da zona Leste terem dimensão maior que os da Norte, além de terem documentação. O secretário, inclusive, admitiu que “o maior volume de recursos que a gente vai gastar vai ser na zona Leste”. Basílio ainda acrescentou: “A maioria aqui (na zona Norte) não tem documentação. Eu pago só o que tem construído. Não vou é pegar uma casa avaliada por 11 e o cara quer 30 mil, 40 mil... existe um laudo de avaliação que eu tenho que me basear nele! Eu liguei pro avaliador e ele me deu a margem que eu posso trabalhar”.
A PARTE BUROCRÁTICA Tem muitos processos resolvidos, segundo Augusto Basílio. O secretário já entrou em contato com os dois cartórios, de ambas as zonas, pra resolver as situações de desapropriação. O pagamento das despesas do cartório não é feito individualmente, mas sob forma de créditos. Basílio ainda explicou que é preciso uma certidão negativa de ônus, para levantar uma relação de quem tem dívidas na Caixa Econômica. As certidões informam isso e o levantamento já começou a ser feito.
PRAZO DE ENTREGA DA OBRA FOI ADIADO MAIS UMA VEZ “A previsão de término da ponte não é mais no final do ano. Nós estamos trabalhando pra fechar até a rua Alex Diniz, porque da Alex Diniz pra frente, quase não tem problema. Nós estamos fechando da Marechal Castelo Branco até a rua Alex Diniz”, admitiu Augusto Basílio. O secretário preferiu sequer arriscar uma nova data de entrega, mas acredita que, até o final do ano, as desapropriações necessárias sejam feitas e a ponte seja concluída até fevereiro de 2010.
MAIS DETALHES SOBRE A DESAPROPRIAÇÃO Ao todo, há 26 terrenos a serem desapropriados na zona Leste e 69 na zona Norte, e, entre essas 95, há as que estão em processo de tramitação, os locais já desapropriados, pessoas que têm problemas em cartório com os terrenos, e até mesmo um terreno do 25º BC está incluso na área. Dos 26 no bairro Fátima, zona Leste, o secretário de Planejamento Augusto Basílio afirma já ter conversado com 18, durante esse processo de negociações individuais. Ângela Alves é a engenheira que acompanha os processos e Augusto Basílio faz negociações em nome do prefeito Sílvio Mendes. As marcações já foram feitas nos primeiros terrenos a serem desapropriados.
Reportagem e fotos: Tamires Coelho tamirescoelho@hotmail.com
Nesta segunda-feira (31/08), foi julgado no TRE-PI (Tribunal Regional Eleitoral do Piauí) o prefeito do município piauiense de José de Freitas, Robert Freitas (PSDB), por captação ilícita de sufrágio (compra de voto). Depois de quase quatro horas de julgamento, o resultado saiu em favor do prefeito reeleito: foi decido um acolhimento parcial do recurso em favor de Robert Freitas, do seu vice Carlos Estevam. Também foi decidida a manutenção da condenação do candidato a vereador Professor José Luis. A votação saiu de 3 x 2.
O Tribunal estava lotado nesta manhã
Robert Freitas tinha sido condenado em primeira instância e estava recorrendo da decisão. A ação foi movida pelo segundo colocado nas eleições de 2008 da cidade, Ricardo Camarço. A defesa de Robert Freitas foi feita por Carlos Augusto Teixeira Nunes e a acusação por Norberto Campelo (presidente da OAB). O Ministério Público, através de Marco Tulio Caminha, deu seu parecer a favor da manutenção da cassação do gestor. Os três votos em favor do prefeito foram de Oton Lustosa, Antônio Peres Parente e Valter Alencar (relator do processo). Os votos contra foram de Márcio Braga e Ricardo Gentil. Kássio Nunes se absteve durante todo o julgamento porque já atuou como advogado no município de José de Freitas.
Dr. Valter Alencar, relator do processo
A defesa do prefeito Robert Freitas alegou que não houve relacionamento entre as práticas ilícitas de compra de votos feitas por seu filho e pelo candidato a vereador Professor José Luis, que também respondia a processo. Já a acusação afirmava que o então candidato à reeleição estava sim ligado às práticas de crime eleitoral, já que as ações de seu filho e do candidato a vereador eram em benefício do gestor municipal. Foi rejeitada a única preliminar do processo, que acusava o filho do prefeito de Robert Freitas, Robert Freitas Júnior, por compra de votos. Valter Alencar entendeu que, por não ser candidato, ele não poderia ser condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral, justamente o que a defesa assegurava em sua tese. Só quem acolheu a preliminar foram Oton Lustosa e Ricardo Gentil. A rejeição foi dada por maioria.
Dr. Norberto Campelo, advogado de acusação
O parecer do Ministério Público, através de Marco Túlio Caminha, havia sido pela manutenção da cassação do prefeito. O clima no TRE estava tenso. Nem o prefeito acusado, Robert Freitas, nem o segundo colocado nas eleições, Ricardo Camarço, estavam no Tribunal – estando apenas representados por seus advogados. Representando o prefeito de José de Freitas, estava apenas o secretário municipal de Planejamento, Jader Vaz. Écio Oto Duarte, promotor de Justiça de José de Freitas, estava também no TRE-PI, nesta manhã, acompanhando o julgamento do prefeito Robert Freitas, reeleito na cidade de José de Freitas-PI.
O site ‘Congresso em Foco’ divulgou que o presidente Luis Inácio Lula da Silva colocou-se a favor de uma possível aliança entre Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Lula disse, durante entrevista à radio ‘Correio Sat’ (PB), que, se o PMDB e o PT “tiverem juízo”, serão aliados políticos nas eleições 2010.
O presidente pediu ao deputado Ricardo Berzoini (presidente do PT) e ao presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, que fizessem reuniões com o objetivo de articular alianças entre os dois partidos em todo o país. Para Lula, ainda vai chegar o momento de discutir as eleições, mas ressalta a necessidade de aliança com os peemedebistas nos estados.
No Piauí, porém, essa aliança parece estar cada vez mais distante. Em entrevista ao programa Bom Dia Meio Norte, na manhã desta quarta-feira (29/07), o deputado estadual João Mádison (PMDB-PI) declarou que o partido está trabalhando para que a candidatura ao governo do estado de Marcelo Castro (PMDB-PI) seja viabilizada.
Segundo Mádison, o PMDB do Piauí quer sim o apoio do governo como base aliada, mas em torno na campanha de Castro – o que seria improvável, tendo em vista que a base governista já tem outros quatro pré-candidatos à mesma vaga. O atual vice-governador Wilson Martins (PSB), o secretário da Fazenda Antônio Neto (PT), o senador João Vicente Claudino (PTB) e Ismar Tavares (PCB) são também pré-candidatos na disputa pelo cargo de governador do Piauí. E, em meio a tantos possíveis candidatos, o presidente manifesta descontentamento.
"Vai ter estado que não vai ser possível, vai ter estado que vai ter dois candidatos da base do governo, vai ter estado que pode ter três. Isso (ter três candidatos) é uma coisa que eu considero anormal do ponto de vista político, vamos ter que ter maturidade para saber como a gente vai fazer a campanha sem interferir no resultado dos estados para não prejudicar nenhum companheiro", frisou Lula. Ele declarou: "Se o PMDB e o PT tiverem juízo, estaremos construindo uma grande aliança no ano que vem."
DEPUTADO APROVEITOU PARA FALAR DE MÃO SANTA
João Mádison também falou sobre a saída do senador Mão Santa do partido. Ele disse garantiu que a candidatura a reeleição do senador vai ser trabalhada e não haveria, portanto, motivos para que ele deixe o PMDB. Mádison ofereceu seu apoio e disse que outros deputados como Themístocles Filho e Ana Paula também apóiam a permanência do senador no partido, mas que é preciso conquistar outros grupos dentro do partido: “Para não correr o risco, ele precisa dialogar com essa outra ala do partido”, afirmou o deputado. João Mádison reiterou a candidatura do deputado federal Marcelo Castro, para a qual o apoio de Mão Santa seria imprescindível e ainda disse que, se não for em torno do nome de Castro, não haverá alianças com a base governista.
Um evento de fotografia está movimentando o Teresina Shopping e atraindo a atenção de várias pessoas que passeiam pelos corredores: é uma exposição fotográfica promovida por integrantes do Piauí Photo Clube, o “Varal de Fotografia”. Mais de 400 fotos de mais de 30 fotógrafos piauienses estão dispostas em varais no espaço de eventos do Shopping desde o dia 26 de julho, e por lá devem ficar até o dia 02 de agosto.
As fotos são de temas diversos e não estão restritas a paisagens ou situações no Piauí. Há fotos expostas, inclusive, de outros países como França, Londres e Itália. ''Esse é o nosso maior varal. Fico feliz de estar dando certo. É um passo para gente e para a fotografia do Piauí.”, afirma João Rufino, um dos idealizadores do evento, que não poupou elogios aos artistas.
Nossa equipe entrou em contato com um dos expositores, o estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Piauí (UFPI), João Diego Barbosa Lopes, ou Diego Barlo, como ele mesmo assina. Segundo Barlo, a participação em uma exposição como essa é muito revigorante e é um meio de reciclar a visão dos piauienses sobre a arte da fotografia e os profissionais nela envolvidos.
“Desde os 12, curto fotografias e a entrada no PPC (Piauí Photo Clube) me fez gostar e aprender ainda mais. O varal, a exposição em si, me faz buscar novos temas, a treinar mais técnicas de produção de fotos, iluminação, ambientes... Já que sabemos que teremos fotos expostas, queremos mostrar nosso melhor, né?! Então eu curto muito participar do Piauí Photo Clube, e sei que só tenho a aprender com os demais fotógrafos do Piauí, sejam eles profissionais ou amadores”, declarou Diego Barbosa.
A análise de algumas fotos de Diego Barlo permitem a identificação de técnicas como a profundidade de campo, na qual é utilizada uma noção espacial própria de pessoas que possuem algum conhecimento na área.
Confira abaixo algumas fotos de Diego Barlo em exposição!
A exposição "Vik", sobre a arte e a vida de Vik Muniz, 47 anos, está desde o dia 24 de abril aberta à visitação no MASP (Museu de Arte de São Paulo). Vik Muniz é artista plástico e fotógrafo paulista, radicado há 25 anos em Nova York (EUA), que acredita na importância e liberdade do olhar do público para o significado das obras de arte. A mostra é constituída por cerca de 200 imagens que compõem as 131 obras.
A arte de Vik Muniz permite várias leituras, abrangendo, assim, várias faixas de público. A reação do público, para ele, é o primeiro passo para cativar, atrair as pessoas e, portanto, estabelecer elos comunicativos. "Não acredito na separação entre o popular e o inteligente, como se fossem coisas antagônicas", declarou Vik.
A carreira singular deste fotógrafo é baseada em talento, criatividade e, sobretudo, no inusitado: seus materiais de trabalho podem ser até mesmo comestíveis. Entre suas obras, está uma réplica da Mona Lisa - feita de pasta de amendoim e outras feitas de geleia, açúcar, terra, papel, linha, sucata e outros materiais "diferentes".
Vik acredita que, se ele conseguiu ser um artista reconhecido a partir da sua percepção de mundo e da materialização dela, qualquer um consegue ser um artista. Para o paulista, ser artista, atualmente, não depende de talento nato, mas de saber utilizar recursos e tecnologias disponíveis.
Vik Muniz produzia esculturas, mas isso já não o satisfazia. Então, ele decidiu fazer as esculturas e fotografá-las, destruindo-as em seguida. Ele passou a ser reconhecido a partir de suas fotografias e construções sobre a realidade fotografada.
A exposição contempla várias fases da produção do fotógrafo. Muitas vezes, as fotos do artista são de criações com materiais efêmeros - tornando as fotografias ainda mais importantes como meio de registro.
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Texto, foto e vídeos por Virgínia Santos
virginiaa.santos@gmail.com
Atualizado em 25 de junho de 2009 às 07:47
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Três colegas do curso de jornalismo da Universidade Federal do Piauí reuniram-se e criaram um blog jornalístico, a partir da proposta do Professor Orlando Berti, na disciplina prática Webjornalismo.
Uma das finalidades deste meio é trazer informação aos usuários de maneira clara, objetiva, inteligente e com conteúdo livre. As publicações da Equipe Jornalight não estão restritas a nenhuma faixa etária.
A diversidade de assuntos aqui abordados supera um tema em específico, abrangendo áreas como Política, Esportes, Cultura, Cidades, Geral, Polícia e muitas outras!
A equipe é formada por Elinara Barros, Milena Pessoa e Tamires Coelho.